segunda-feira, 4 de junho de 2012

Diretor de Harvard apresenta biblioteca digital gratuita

Da Folha.com


O historiador americano Robert Darnton, 73, professor de Harvard e diretor da biblioteca da universidade, visitou nesta terça-feira a Folha, onde participou de seminário para jornalistas da Redação.

No encontro, Darnton --que veio ao Brasil para palestra no Congresso Internacional Cult de Jornalismo Cultural-- falou sobre o projeto de criação de uma biblioteca digital americana, com acesso mundial e gratuito, que deve entrar no ar em abril de 2013.
"É uma oportunidade inédita de compartilhar nossa riqueza de conhecimento."
Filho de jornalistas e graduado em Oxford, na Inglaterra, Darnton é especialista em Iluminismo e na história do livro e da imprensa.
Entre seus trabalhos mais conhecidos estão "O Iluminismo como Negócio" (1987) e "Os Best-Sellers Proibidos da França Pré-Revolucionária" (1996), lançados no país pela Companhia das Letras.

JORNALISMO IMPRESSO
Venho de uma família de jornalistas. Meu pai, minha mãe, eu e meu irmão trabalhamos no "New York Times". Meu pai morreu no Pacífico cobrindo a Segunda Guerra. Eu não o conheci, tinha três anos.
Comecei minha carreira cobrindo crimes. Na época se dizia: "Se você consegue cobrir assuntos policiais, pode cobrir [os da] Casa Branca".
A grande questão na vida de um repórter é como narrar uma história em 500 palavras. Ele acaba transmitindo sua experiência. Não vejo notícias como realidade, mas como histórias sobre a realidade.

INTERNET
Nos EUA a mudança é profunda. Quase toda semana um jornal morre. A maior parte da receita publicitária do "The New York Times", por exemplo, vinha dos classificados. Quase todos esses anúncios migraram para o online. Mas acho que os grandes sobreviverão. A questão é descobrir um modelo para financiar a atividade jornalística na rede.
O trabalho do repórter também mudou. Mas continuo achando que o contato pessoal de um repórter com sua fonte ou acontecimento faz uma diferença enorme. Não adianta reproduzir o que está no Twitter ou nos blogs.

BIBLIOTECA DIGITAL
Quando o Google decidiu que queria digitalizar livros, procurou Harvard primeiro, pois é a maior biblioteca universitária do mundo. O Google fez lobby com outras universidades. E eles queriam ir adiante, digitalizando qualquer livro, não só os de domínio público.
Criaram uma base de dados gigante, a maioria de livros cobertos por direitos autorais. Não era um mecanismo de pesquisa, mas sim uma biblioteca com milhões de livros. A ideia era vender acesso às obras, a um preço que eles próprios estipulariam.
No final, o acordo foi vetado pela Justiça, que o viu como uma tentativa de monopólio.
Nesse meio tempo, convidei os dirigentes das bibliotecas para criarmos uma biblioteca digital com milhões de livros, como o Google, mas gratuita.
Acabamos conseguindo financiamento de fundações privadas americanas -muitas vezes elas funcionam melhor do que o governo. Em abril entra no ar uma enorme biblioteca digital que qualquer um no mundo poderá acessar sem gastar um tostão. Criar essa plataforma para partilhar conhecimento, sem empresas, está sendo a maior oportunidade da minha vida.
Os direitos autorais são um tema sensível. Teoricamente só poderemos disponibilizar obras anteriores a 1923, pois estas estão em domínio público. São 2 milhões, o que não é pouco. As demais precisam ser negociadas com os detentores dos direitos, e estamos estudando alternativas.

AMÉRICA LATINA
Hoje os olhos dos americanos estão voltados para América do Sul e Ásia. A nova geração está aprendendo espanhol e mandarim. Não acho que a cultura europeia tenha se exaurido, mas os ventos são de mudança, e a vitalidade desses dois continentes tende a ganhar mais influência.

FUTURO DO LIVRO
As pessoas dizem que os livros e as bibliotecas estão obsoletos. É loucura: temos mais pessoas hoje nas nossas bibliotecas do que nunca. Se o aluno tem que escrever um trabalho e fazer uma pesquisa, claro que ele usa o Google e a Wikipedia. Mas não basta. Ele procura um bibliotecário. Os bibliotecários desenvolveram uma nova função, que é guiar pelo ciberespaço.
As estatísticas contrariam aqueles que dizem que o livro impresso está acabando. Na China, a produção dobrou em dez anos. Em 2009 o planeta atingiu uma marca histórica de 1 milhão de novos títulos impressos no ano. Acho que os livros impressos e on-line não estão em guerra, são suplementares.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Governo investirá R$ 373 milhões para incentivar a leitura


O Ministério da Cultura (MinC) anunciou, nesta segunda-feira (23), investimentos de R$ 373 milhões para o Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) para esse ano. Os recursos deverão ser empregados na construção e revitalização de bibliotecas; contratação de agentes de leitura e na realização de feiras e festivais de literatura. As ações serão coordenadas pela Fundação Biblioteca Nacional.
Durante o lançamento, a ministra Ana de Hollanda enfatizou que o governo quer incentivar que o brasileiro desenvolva o gosto pela leitura e, com isso, as pessoas tenham uma visão mais crítica e uma ampliação do conhecimento. "Um brasileiro que lê, cresce mais, e o Brasil cresce junto", disse a ministra.
"A leitura não é um ato reflexo, aprendido naturalmente. É resultado de uma sofisticada operação, aprendida ao longo de anos, e que, por isso mesmo, precisa ser cultivada cuidadosamente, para além dos muros da escola”, disse a ministra. "Para tal, precisamos de uma boa e vasta literatura, de uma competente e ampla rede editorial e de divulgação. Necessitamos de um exército de mediadores de leitura, que dentro das bibliotecas e nos mais variados espaços, ajudem sobretudo crianças e jovens a descobrirem a necessidade humana do prazer da leitura”.
O objetivo do plano é aumentar o número de leitores no Brasil. Segundo a última edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada pelo Instituto Pró-Livro no dia 28 de março, 75% dos brasileiros nunca frequentaram uma biblioteca. A média de livros lidos no Brasil é dequatro livros por ano e apenas metade da população pode ser considerada leitora.
Do total de recursos, R$ 254 milhões serão destinados para bibliotecas em ações como implantação de bibliotecas com telecentros nas praças dos Esportes e da Cultura; em bibliotecas do Espaço Mais Cultura e na construção e reforma de bibliotecas-parque e bibliotecas de referência e, ainda, de acordo com o governo, no apoio às bibliotecas comunitárias e pontos de Leitura, além da implantação, revitalização e modernização de bibliotecas municipais.
O Ministério da Cultura vai investir R$ 56 milhões para a formação de mediadores de leitura. A intenção do governo é dobrar o número de agentes de leitura para atuar com as famílias de baixa renda.
Cerca de R$ 8 milhões vão para a ampliação dos acervos e formação de bibliotecários e funcionários de 2.700 bibliotecas municipais e comunitárias de 1.500 municípios em todos os estados.
Outra medida anunciada foi a ampliação do calendário nacional de feiras de livro e festivais literários para 200 eventos em 2012, a maior parte deles com apoio financeiro do MinC e apoio direto a 175 caravanas de escritores pelo país.
O governo também anunciou a publicação de editais específicos para contemplar as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que possuem índices de leitura menores. Outra inovação é a contemplação, em um desses editais, do chamado Custo Amazônico, que prevê a transferência de 30% a mais de recursos para os estados da Amazônia Legal (região compreendida pela totalidade dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, de Rondônia e Roraima e parte dos estados de Mato Grosso, do Maranhão e Tocantins).

I Curso de Elaboração e Gerenciamento de Projetos

terça-feira, 3 de abril de 2012

Biblioteca Transcol recebe novos livros





Divulgação/ Governo do Estado





Durante o mês de abril, as oito unidades do Projeto Biblioteca Transcol receberão 1.500 livros novos, adquiridos para ampliação do acervo – que chegará a aproximadamente 14 mil volumes. Os títulos foram adquiridos de acordo com sugestões feitas pelos associados das bibliotecas e também com a lista de livros mais vendidos do país.

Entre os títulos que passarão a compor o acervo das bibliotecas neste mês estão a série “Beijada por um Anjo”, de Elizabeth Chandler, com cinco volumes; as séries “Os Imortais” e “Riley Bloom”, de Alyson Noel, com seis e três volumes respectivamente; a série “House of Night” de P. C. Cast, com nove volumes; a saga “As Crônicas de Gelo e Fogo”, de George R. R. Martin, com quatro volumes; além dos sete títulos mais vendidos do autor Nicholas Sparks.

Os volumes foram adquiridos em março deste ano, pela Arcelor Mittal Tubarão, empresa parceira da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb-GV) e da ONG Universidade para Todos.
Durante o mês de abril, os 1.500 livros serão distribuídos para as unidades da Biblioteca Transcol, localizadas nos terminais de integração da Grande Vitória: Laranjeiras e Carapina, na Serra; Jardim América, Itacibá e Campo Grande, em Cariacica; e São Torquato, Itaparica e Ibes, em Vila Velha.


Projeto supera marca de 250 mil empréstimos

Com pouco mais de quatro anos e meio de funcionamento, a Biblioteca Transcol já realizou 254.905 empréstimos e conquistou 32.700 associados (dados de março de 2012). O projeto começou em agosto de 2007 com uma unidade no Terminal Laranjeiras e foi sendo ampliado gradativamente, com inauguração de unidades nos demais terminais da Grande Vitória.

Não foi só em número que o projeto cresceu. As primeiras unidades instaladas eram em formato de banca de revista. Devido ao grande número de associados, empréstimos e ao sucesso do projeto, as estações instaladas a partir de 2009 passaram a ter mais espaço e ar condicionado, mesa de leitura e terminais que oferecem acesso à Internet.

Cadastro

Os interessados em se associar à Biblioteca Transcol podem procurar qualquer unidade e preencher um cadastro com dados pessoais, apresentar documento de identidade e comprovante de residência.

O cadastrado recebe na hora uma carteirinha com foto, que deve ser apresentada junto a um documento de identidade, no ato de empréstimo de livros. Os leitores podem pegar um livro de cada vez, por um período de 10 dias e o empréstimo pode ser renovado por mais 10 dias.

Todas as unidades funcionam de segunda a sexta-feira, das 9 às 21 horas.

terça-feira, 27 de março de 2012

Aula Inaugural do Curso Dinter em Ciência da Informação (UFES/UnB)



Está confirmada a transmissão do Programa de Doutorado Interinstitucional em Ciencia da Informação em 04 de abbril de 2012, com início às 19:00 através do link: